Interiores

Prestação de serviços de design de interiores e maquetes eletronicas

"Mude sua casa, mude seu astral, mude sua vida!"

Quando penso em um projeto, já imagino o entorno se modificando, cada folha caindo, os matizes de cada estação, o vento e a chuva. Os pássaros, como recebê-los?! Por que? São os aromas que trazem o verão, o cheiro depois da chuva. O interior também invade minha memória, fruto de tudo que me foi passado por meu querido pai José de sua Minas Gerais e o cheiro de bolo vindo da cozinha, feitos por minha mãe Zélia, claro!

Como resultado, procuro acima de tudo, levar para dentro de apartamentos, coberturas, a alma da casa com quintal. Obviamente levando em consideração o tempo escasso que temos hoje. Motivo maior para tanto prazer. Fazer um bolo não deve e nunca será um transtorno com cada coisa em seu lugar. Acima de tudo, otimizando o tempo, acima de tudo dando prioridade ao seu descanso.

Faz uns dezoito anos que me encantei, digamos de forma concreta, por texturas, cores, cerâmicas, esculturas, arames e tudo mais ligado a arte. Época em que Luís Carlos Miele passou a exercer a função de diretor de projetos especiais na Casa de Cultura da Universidade Estácio de Sá (RJ), onde produziu vários espetáculos, como “Um brasileiro chamado Jobim”, com Roberto Menescal, Danilo Caymmi, Joyce, Cris Delanno e o conjunto Os Cariocas.

Sem falsa modéstia, meu ser era invadido por orgulho, quando ele elogiava com fervor um trabalho meu. Como resultado fiz uma exposição na Mania de Bromélia. Consequentemente conheci ali Roberto Menescal e sua filha. Na época sócio no Sítio de Burle Max (grande paisagista). Que adquiriram peças minhas, eram móveis com “cunha”, feitos de madeira reciclada, resto de madeira de fábricas que seriam incineradas. E na sede de conhecimento pensando em cursar arquitetura, conheci o trabalho do profissional Chicô Gouvêa. Sempre, é até inevitável, você elege alguém como fonte de inspiração. Portanto, como resultado, passei a acompanhar, observar suas publicações, palestras, em livros, na mídia enfim… Portanto, admiro a forma como cria, como modifica, como ele diz , suas interferências. O amor pela natureza e pela casa com alma. Que conta um pouco da história do morador.

Não parei mais. Minha casa sempre foi referência de maneira instintiva, na época natalina (ufa, essa então!!) minha casa era fotografada durante o dia e a noite principalmente. Sempre fui ousada. Me sinto a vontade entre as tintas e pincéis. As cores, os objetos, a circulação, cada detalhe, quase cenográfico. Ah!! Me perdi em meio a tantos detalhes. Ou seja, me encontrei. Fiquei fascinada por Arquitetura naquele folhear de páginas, de onde saíam cores e mais cores do Mestre Chicô Gouvêa. Depois disso o olhar ficou mais e mais aguçado, o sentido da visão, das formas e é claro das maravilhosas cores. 

E durante as aulas, mergulhando pela linda história de Oscar Niemeyer. Como cidadão, profissional. Mais fascinada fiquei e por todo aquele conteúdo. Pois até então como autodidata.
Conheci a Staatliches-Bauhaus, que foi uma escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitetura, sendo a primeira escola de design do mundo.

Até que resolvi adotar a profissão de Designer de Interiores. Cursando a faculdade tive a oportunidade de conhecer profissionais admiráveis. E cada encontro, mais estímulo, mais inspiração.
Tive o grande prazer de conhecer Sérgio Rodrigues, que faleceu em  (2014) aos 86 anos, grande homem! Que se intitulava “Projetista de Móveis”. Contemporâneo de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Como Arquiteto participou de vários projetos nacionais e internacionais, a construção da Embaixada do Brasil em Roma, o Palácio dos Arcos e Teatro Nacional (em Brasília). Aliás local onde deixou muitas marcas do seu talento. E foi muito além …

Se dizia autodidata como Design. Afinal cursou Arquitetura quando não havia escola de Design. E dizia em suas palestras, ou seja, vocês podem ir além, pois nem cursei faculdade … de Designer. E cada vez mais estimulada. Sérgio Rodrigues integrou a ambientação de interiores ao movimento de renovação da arquitetura brasileira.

E assim em conversa, após uma de suas palestras, no auditório da faculdade, ouvi dele:

“Teria muito gosto de tê-la como colega de profissão, mas … não perca seu lado tão criativo, preocupada em ser isso ou aquilo. Você já é!! Vá com calma, arquitetos trabalham com designers, portanto você terá muito tempo pela frente ainda, arquitetos trabalham com criação e nós também, boa sorte!”

Assim com esse jeito simples e franco, tão típico dele.
Acima de tudo meu obrigada Luís Carlos Miele, Sérgio Rodrigues e Chicô Gouveia.

O tempo passou e pude constatar isso.
Ainda pensando no assunto … !

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